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Advogada de São Paulo explica o golpe do falso gerente

Uma das fraudes bancárias mais sofisticadas da atualidade, o golpe do falso gerente tem feito milhares de vítimas em todo o Brasil. Explorando a confiança dos clientes nas instituições financeiras, esse tipo de crime combina engenharia social, acesso indevido a dados e técnicas de persuasão extremamente convincentes.

Segundo a advogada especialista em golpes financeiros e fraudes bancárias, Dra. Elisângela B. Taborda, que atua com base em São Paulo, esse tipo de crime vem se tornando mais frequente à medida que os criminosos dominam as rotinas bancárias e conseguem simular com perfeição o comportamento de profissionais reais.

“O golpe do falso gerente é, hoje, uma das fraudes mais perigosas porque não depende de falhas tecnológicas, mas da manipulação emocional e psicológica da vítima”, explica a advogada.

Como o golpe é aplicado

O criminoso entra em contato com a vítima se passando por gerente de banco ou funcionário da instituição financeira. A abordagem costuma ser cordial, profissional e bem articulada — muitas vezes com uso de linguagem técnica e dados reais do cliente (nome completo, últimos dígitos do cartão, agência, CPF, entre outros).

As justificativas mais comuns são:

  • Suposta tentativa de fraude na conta ou cartão;
  • Compra suspeita que precisa de confirmação;
  • Reemissão de cartão por segurança;
  • Atualização urgente de cadastro ou senha.

Com esse pretexto, o estelionatário induz a vítima a:

  • Informar códigos de verificação recebidos por SMS;
  • Instalar aplicativos de acesso remoto no celular;
  • Transferir valores para uma “conta de segurança”;
  • Fornecer dados de cartão de crédito ou senhas de acesso.

O golpe pode acontecer por ligação telefônica, WhatsApp, e-mail ou até videochamada — com criminosos usando ambientes simulados e até uniformes falsos.

Por que tantas vítimas acreditam?

A sofisticação do golpe está justamente na simulação da rotina bancária real. Os criminosos conhecem os canais oficiais, as linguagens usadas por instituições financeiras e até os horários em que as centrais costumam ligar.

Além disso:

  • Em muitos casos, os golpistas já possuem dados reais da vítima, obtidos por vazamentos;
  • A ligação pode vir de um número que simula o número do banco, por meio de falsificação de chamadas (spoofing);
  • O tom da conversa é cuidadoso, técnico, e passa confiança — especialmente com a promessa de “proteção” contra fraudes.

Como explica a Dra. Elisângela Taborda, esse tipo de crime não depende de inocência, mas da pressão psicológica e do medo induzido. “As pessoas reagem sob estresse. Quando acham que seu dinheiro está em risco, tendem a confiar em quem aparenta autoridade. O criminoso se aproveita dessa vulnerabilidade momentânea”, afirma.

Quais os sinais de alerta

Apesar da habilidade dos golpistas, alguns sinais comuns podem ajudar a identificar tentativas de golpe:

  • Pressa ou urgência para agir (“precisamos resolver isso agora”);
  • Solicitação de códigos de verificação ou senhas;
  • Pedido para transferir valores para outra conta, mesmo que provisoriamente;
  • Pedido para instalar aplicativos no celular;
  • Contato por WhatsApp com número pessoal, e não por canal oficial;
  • Atendimento fora do horário comercial ou aos fins de semana.

É importante lembrar: nenhum banco orienta transferências como “proteção” contra fraudes. E, por regra, nenhum gerente deve solicitar dados pessoais ou de cartão por telefone.

O que fazer se cair no golpe

Caso a vítima perceba que caiu no golpe, é fundamental:

  1. Registrar imediatamente um boletim de ocorrência, relatando todos os detalhes (números, mensagens, valores, conta de destino);
  2. Avisar o banco, solicitando bloqueio de movimentações ou tentativa de reversão de transferências;
  3. Reunir prints de conversas, e-mails e registros de ligação;
  4. Contratar um advogado especializado, com urgência, para analisar a viabilidade de pedido de bloqueio judicial de valores ainda disponíveis na conta de destino;
  5. Buscar orientação técnica sobre a possibilidade de responsabilização da instituição financeira.

A rapidez na resposta faz toda a diferença. Quando há rastreamento viável e tempo hábil, o bloqueio de valores transferidos pode ser determinado judicialmente, antes que os recursos desapareçam. Por isso, é essencial acionar profissionais com experiência nesse tipo de situação.

A responsabilização dos bancos

Nessa etapa, entra o papel de quem domina o contencioso bancário e digital. Profissionais com atuação recorrente nesse tipo de litígio conhecem os procedimentos de urgência, a jurisprudência aplicável e os requisitos técnicos para responsabilizar a instituição financeira — inclusive quando o golpe se apoia em engenharia social, como no caso do falso gerente.

É nesse contexto que se destaca o trabalho da Dra. Elisângela Taborda, advogada especialista em ações contra bancos, com experiência em processos envolvendo fraude financeira, bloqueios judiciais emergenciais e estratégias de responsabilização civil por falhas na segurança de contas.

Casos em que a vítima é induzida por meio de manipulação costumam ser enquadrados como fraude praticada por terceiro com falha na prestação de serviço, cabendo indenização e devolução dos valores, conforme entendimento consolidado no STJ.

Para mais informações sobre fraudes bancárias, responsabilidade das instituições e medidas judiciais cabíveis, acesse:
🔗 elisangelabtaborda.adv.br

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